Uma Garota do Campo

Quando o antigo bordel — conhecido como Butt Hut – fechou, anos atrás, publicaram um anúncio no jornal: “Casa no rio: oito quartos, oito banheiros, sem cozinha. Novos tempos forçam a venda”, é o trecho inicial do conto The Prairie Girl, de Thomas McGuane, publicado na edição de 27 de fevereiro de 2012 da New Yorker.

Stegner Fellow da Stanford University na década de 70, Thomas já publicou 10 contos na New Yorker e vários livros, inclusive em português. Nunca tinha ouvido falar dele. O conto é bom e dividido em três tempos. A partir do segundo momento, a narração gira em torno do casamento, bem-sucedido até certo ponto, de uma ex-prostituta com o banqueiro gay da cidade. Saul Bellow chamou McGuane de “language star”, e a linguagem realmente muda para cada tempo da história.

Decidi ler o texto por causa do trecho de abertura: achei que tivesse algo a ver com as idiossincrasias do mercado imobiliário. E hoje aluguei meu primeiro apartamento, num dos meus bairros preferidos. Logo precisarei selecionar que livros levar, e olha que ainda nem temos uma estante.

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