Giorgio Vasari, Kindle Single e o Aspartato de Magnésio

Foto do escritor, historiador, pintor e arquiteto Giorgio Vasari disponível no site Wikipedia. Vasari viveu no séc. XVI e foi imortalizado por sua biografia de artistas renascentistas, Le Vite de’ più eccellenti pittori, scultori, ed architettori

Quando fui a Roma pela primeira vez, em 2008, minha vó me emprestou um paperback surrado. Tratava-se do The Lives of the Artists, principal livro de Giorgio Vasari, uma espécie de multi-biografia dos principais artistas renascentistas, com histórias deliciosas de Michelangelo e Da Vinci, entre muitos outros (infelizmente Bernini nasceria em 1598, anos depois da publicação do livro, em Nápoles e não na Florença). Vasari era contemporâneo de muitos deles, e embora algumas das anedotas sejam meioo fictícias, tornou-se a bíblia da Pintura Renascentista. A edição antiga da Penguin só listava os principais e estabeleci como meta comprar o livro lá na Itália.

Encontrei-o numa pequena livraria, voltando da Piazza Navona, em versão original e integral em italiano. Comprei-o, toda orgulhosa de mim, mas tive de devolvê-lo no dia seguinte, a pedido de minha vó — o livro era pesado demais e, bem, em italiano. Consegui comprar uma edição nova e em inglês, da Penguin, saindo do Museu Ufizzi alguns dias depois. Mas o livro de papel sofreu alguns acidentes nos últimos anos e estava atrás de uma edição que sobrevivesse às marcas do tempo. Ontem comprei, finalmente, a edição Kindle, por apenas $ 5,24. Os principais artistas, 36 deles, estão ali. Recomendo!

Comecei ontem, finalmente, depois de uma tarde inteira passando mal por causa do Aspartato de Magnésio, a escrever o conto que publicarei através do Kindle Direct Publishing. A Amazon já anunciou que virá para o Brasil no fim do ano (leia post relacionado), então imagino que a negociação com as editoras brasileiras já esteja em fase final. Mais títulos brasileiros (e em português) significa mais usuários brasileiros na base de clientes Kindle, e consequentemente uma nova alternativa para os novos escritores do país. Lá fora, o Kindle Single, por exemplo, é rentável e promovido pela própria Amazon. Aqui, pode virar mania (os livros precisam passar pelo crivo da Amazon para ingressarem na categoria. Veja aqui).

Minha ideia consiste em adaptar algo que escrevi há 1 ano e meio em inglês e depois reescrevi em francês. Embora o enredo seja bom, está mal escrito. A nova versão em português deve corrigir alguns problemas, mas ainda não tem título. Em inglês, intitulei-a Sphere, em francês, Sporatte. Quero escrever entre 500 e 1.000 palavras por dia e prometo dar notícias sobre o progresso por aqui.

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