Narrativas: A literatura dos contos de fada

A bruxa prova maçã da Branca de Neve na foto publicada na reportagem da New Yorker de 23 de julho

Um post bem rápido. Hoje recebi a New Yorker de 23 de julho — sim, as revistas têm chegado nos dias mais obtusos — e adorei uma das reportagens, Once Upon a Time, de Joan Acocella. Crítica de dança, ela escreve sobre vários assuntos e eu gosto de quase tudo o que escreve. Seu livro mais recente, 28 Artists and 2 Saints, está disponível para venda no Kindle e pode ser o próximo da minha lista. (Sinceramente, estava mais interessada em ler outro dela, Creative Hysteria, mas este só em papel).

Vale a pena ler o texto. Ela revisa a literatura dos contos de fada, das versões mais famosas às críticas mais conhecidas. Já li Grimm várias vezes, mas desconheço alguns dos contos violentos a que ela faz referência — como The Juniper Tree and The Stubborn Child. Li um pouco de Perrault também e adoro Angela Carter, que provavelmente ficaria entre os contos de fada literários — E.T.A. Hoffmann, Andersen, Perrault — e os contos de fada originados com a tradição oral. Em 2010, logo antes de ir para a França, mergulhei em Bettelheim, li e reli The Uses of Enchantment (aqui no Brasil conhecido como a Psicanálise dos Contos de Fada), além de todos os ensaios freudianos publicados na New Yorker. São excelentes. Com a viagem, acabei conhecendo Ms Carter, cujo The Bloody Chamber não sai de minha prateleira dos favoritos — mistura de sexo, fantasia e curiosidade feminina sem limites. Fiquei tão impressionada que na época perguntei a dois amigos de origem inglesa se conheciam a escritora. Um tem todos os livros autografados e frequentava a sua casa. O outro é escritor, tinha amigos em comum com ela, mas nunca a conheceu. Mas foi ele, Neil Gaiman, que escreveu Snow Glass Apples, talvez meu conto de fada literário preferido, que pode ser lido em sua coletânea de contos Smoke and Mirrors.

Embora compreenda o valor psicanalítico dos contos, nunca havia pensado pelo lado “alemão”. Agora deu mais vontade de aprender a língua.

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