Leituras vintage no Dia Nacional do Livro; Livros perdidos; Desejo e curiosidade em Bluebeard

Lindos marcadores de texto vintage, à venda no site de compras Enjoei. Eu comprei!

Ontem foi o Dia Nacional do Livro e eu acabei nem escrevendo aqui. No dia 29 de outubro de 1810 — há 202 anos — a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, e a Biblioteca Nacional foi estabelecida no Rio de Janeiro. E isso, é claro, é motivo de comemoração. Vamos falar sobre livros.

Estava preparando um post sobre o conto de fada moderno Bluebeard, um de meus preferidos desde que li The Bloody Room, de Angela Carter. Sempre gostei de contos de fadas e de suas interpretações (Freud, Bettelheim e o que mais aparecesse na minha frente). No fim-de-semana, decidi que leria Bluebeard Tales from Around the World (quem tem conta Amazon nos EUA pode tomar emprestado de graça), não sem antes reler o delicioso Quarto Sangrento. Foi nessa leitura, e na leitura da versão clássica de Perrault, que me dei conta de que Bluebeard não era e nunca havia sido atraente. O eroticismo de Carter deve ter me confundido daquela primeira vez, lá na França. Mas, como dizia, isso merece um post à parte.

Os 52 livros que trouxe para minha casa nova (leia aqui) continuam no chão da sala, sem destino específico. A estante embutida está mais do que ocupada e começamos a preencher os armários, gavetas, com livros. Qualquer arrumação discreta e acho um monte de livros. Ontem, dando alguma direção à organização deixada pela metade no domingo, achei o livro Antropofagia. Tomás comprou-o comigo no início do namoro, depois de uma conversa que tivemos, quando ele me disse que gostaria de levar adiante um projeto sobre o assunto. Minha intenção era guardar o livro num lugar todo especial, e entregar para ele assim que voltasse de viagem (já voltou), mas agora já não lembro mais onde foi que coloquei, e isso tem acontecido com quase todos os meus livros de papel.

Deixo na mesa de cabeceira alguns títulos imprescindíveis, como Burlesque and the Art of the Teese, que comprei recentemente, Os Enamoramentos, Steven Berkoff, Femmes Qui Courent Avec Loups, Pénélope. (Ontem mesmo esqueci entre as folhas de um desses um cartão lindíssimo da Moleskine). Mas aí a lista imprescindível vai aumentando e quando vejo — ou quando temos algum evento lá em casa — já é hora de retransferi-los. Carrego a pilha de livros e faço uma redistribuição física de toda a minha literatura estrangeira. Alguns lá em cima, sobre a prateleira, uns (secretos) no meio das minhas roupas, outros escondidos no quarto de hóspedes, outros no ex-closet que virou depósito quando a gente mudou para cá. O problema é que depois não consigo encontrar nenhum deles, mas nenhum mesmo, e saio pela casa feito uma louca procurando. Na parede que separa a sala de TV da sala per se, poderíamos fazer uma estante branca, ou usar o espaço para uma poltrona de leituras. Mas não tem estante que dê conta dos livros que ainda preciso trazer da minha antiga casa. Talvez seja hora de começar a doá-los.

*

Fiquei com saudade foi dos meus livros, todos os livros, lendo a deliciosa coluna de Vanessa Bárbara no Blog da Companhia de hoje, Das Coisas que Encontramos em Livros. São tantos livros perdidos!

Amanhã recebo o novo Kindle Paperwhite. Eba!

2 ideias sobre “Leituras vintage no Dia Nacional do Livro; Livros perdidos; Desejo e curiosidade em Bluebeard

  1. zelia

    Amo seus posts, sempre leio alguma coisa referida aqui. Para tomar emprestado no Amazon, só para Kindle… e eu não tenho Kindle, uma pena. Talvez eu compre o livro, US$9.99, mas, não quero acumular mais livros de papel, pois quando me mudo é um transtorno… Vc bem sabe quantos livros tenho no Brasil sem poder trazer. continue escrevendo… beijosssssssssssssss, Mami

    Resposta

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