O novo livro de Ian McEwan

Ilustração do conto Hand on the Shoulder, de Ian Mc Ewan, publicado na revista New Yorker, em abril

Ian McEwan acaba de lançar um novo livro. Sweet Tooth já está disponível na Loja Kindle da Amazon mas, na verdade, o download só poderá ser feito em algumas horas, na manhã de amanhã, dia 13 de novembro, data de lançamento do livro pela Editora Nan A. Talese, que integra a gigante Knopf Doubleday.

Os usuários de Kindle poderão começar a ler a qualquer hora mas, para quem ainda está na dúvida, recomendo o conto dele, Hand on the Shoulder. Desde que comecei e ler McEwan, em 2008 ou 2009, que ele publica um trecho do livro na New Yorker antes do grande lançamento. Naquela época foi On Chesil Beach, e até hoje gosto mais do conto do que da novela. Se o conto e Sweet Tooth são realmente a mesma obra, só descobrirei amanhã. Não me apaixonei pela história, mas quando se trata de Mc Ewan, o veredicto é  difícil. Gosto, principalmente, dos textos mais curtos, como On Chesil e, mais ainda, The Comfort of Strangers, uma “novella” que durou uma viagem solitária, de trabalho, a Curitiba, e imprimiu fortes emoções na minha vida de leitora. Mc Ewan parece compartilhar a mesma opinião. Em Some Notes on the Novella, na verdade um post publicado no blog da New Yorker, ele fala sobre as delícias da ficção mais curta e aí é impossível não concordar com ele. Vale cada palavra. Para ler e reler, várias vezes.

P.S: O livro Sweet Tooth está já disponível. É só clicar aqui.

Uma correção importante, pós-publicação

Nesse feriado descobri que Serena, versão brasileira de Sweet Tooth, já está disponível em português desde junho/julho. O Brasil sediou o lançamento global da obra, com a participação do escritor na Flip. Lembro de ter lido algo na época, mas não poderia nunca associar o livro previsto para novembro àquele anunciado na Festa Literária Internacional de Paraty. Que maravilha, o país sediando um lançamento tão importante, de um escritor premiado, festejado pela crítica e pelo público.

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Terminei de ler Stardust, anos depois de ver o filme. Adoro Neil Gaiman, principalmente seus livros para crianças ou adolescentes, e suas “novellas” e romances mais curtos. Stardust é uma mistura irresistível de sensibilidade e criatividade, e muito, muito melhor do que a versão para o cinema.

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Minha fascinação pela literatura fantástica me levou a outra obra desconhecida, Fantastic Tales, organizada e editada por Italo Calvino. Os grandes nomes da literatura fantástica e da fantasia estão lá, assim como ilustres desconhecidos (do grande público leitor). Estou adorando e até hoje tentando me recuperar de Jan Potocki, The Story of the Demoniac Pacheco. Autumn Sorcery, de Joseph Von Eichendorff, também não fica muito atrás.

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