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Só depois de desconectar

Esse post vai ser bem rápido: só para compartilhar o excelente artigo de Evgeny Morozov publicado na New Yorker de 28 de outubro (que só chegou para mim outro dia). Foi o texto mais inteligente sobre conectividade e tédio (que também já foi chamado de ócio criativo) e dar sentido ao nosso dia-a-dia cheio de distrações deliciosas. Morozov, cujos textos vou acompanhar bem de perto a partir de agora, começa falando de Siegfried Kracauer, que receitava o bom e velho tédio para nos reunir com nossas mentes. E o tédio em tempos tão modernos pode tomar formas interessantes…

O artigo só está disponível para assinantes aqui, mas dei um jeito de publicá-lo em PDF para que todo mundo possa ler: Only Disconnect, de Evgeny Morozov.

Para quem se interessa mesmo pelo assunto, o livro The Distraction Addiction, de Alex Pang, foi muito bem-recomendado e eu já comecei a ler.

Leituras pra todo dia

Na França, todo mundo lê, até os moradores de rua, lá chamados de SDF - sans domicile fixe

Na França, todo mundo lê, em qualquer lugar.

Aderi há alguns dias a uma corrente literária que está circulando no Facebook. A ideia é simples: oferecer cinco ou mais livros para amigos em sua rede que estejam interessados em fazer o mesmo com as pessoas na redes deles. Você escolhe os livros que vai dar pensando em quem vai recebê-los, e pode entregar em qualquer momento de 2013. Sempre gostei de correntes, e acho que funcionavam muito bem antes do surgimento do e-mail, quando tudo acontecia por cartas. Quem sabe o Facebook não resgata isso?

Bom, a primeira coisa que fiz foi tirar a obrigação, assim todo mundo pode participar, mesmo quem não tem cinco livros para distribuir. E incluí a possibilidade de doar ebooks. Nos Estados Unidos, já é possível emprestar livros para outros usuários ou mesmo oferecê-los de graça na Amazon e estou torcendo para que eles habilitem a mesma coisa por aqui, ou lancem uma nova função de Doação. Quem já lê em ereader, vai receber o meu presente por e-mail, mas o cartão vai ser em papel mesmo, para ficar mais charmoso. Quem lê em papel vai receber um dos meus livros preferidos, hoje acumulando poeira numa mala bem no meio da sala. Já falei deles aqui, mas só para lembrar rapidinho: Contos de Amor e Morte, de Arthur Schnitzler, um de meus autores preferidos dos meus 20 anos; Complete Short Fiction, de Oscar Wilde, numa edição bem velhinha de algumas das histórias mais apaixonantes que já li na vida; The Night of the Iguana, de Tennessee Williams, peça que adoro (também tenho em casa a versão em espanhol); Steppenwolf, do Herman Hesse (vai ser difícil achar destino para esse), Somerset Maugham, e Morte em Família, de James Agee, lançado no ano passado pela Companhia das Letras — também tenho a versão original no Kindle. Certamente encontrarei algum Georges Simenon, Agatha Christie, Julian Barnes para completar a lista.

A lista de leituras para 2013 está crescendo muito. Já li três livros, mas não consigo terminar Other Lives But Mine, do francês Emmanuel Carrère. Optei por ler em inglês mesmo (o original é em francês) porque o livro ia demorar muito para chegar aqui, mas agora me arrependo. Também baixei o exemplar de dois livros de Alyson Richman, The Lost Wife e The Last Van Gogh, alguns Poirot, um novo do Julian Barnes, (Flaubert’s Parrot) e outros recomendados pela Amazon.

E se não bastasse tudo, sei que preciso concluir os dois livros em andamento — aquele sobre a França e aquele de contos. Logo, logo.